14/03/2017

Jake Bugg - 11/03/2017




Logo nos meus primeiros dias de trabalho no meu emprego atual, conheci uma estagiária muito legal que gostava de conversar comigo sobre livros e músicas. Um dia, enquanto nós estávamos dedicadas ao exercício de exaltar a música britânica, ela me fez a seguinte pergunta:

Você já ouviu Jake Bugg?

Eu disse que não, ela disse pra eu ouvir. Isso voltou pra minha mente quando, ouvindo a trilha sonora de A Culpa É Das Estrelas, reconheci o tal menino Jake cantando Simple as This. Ouvi a discografia do cara e foi amor à primeira vista.

Acompanhei o lançamento do CD novo dele (inclusive, anotei a data na minha agenda) e vivi os últimos dois anos vendo cada música dele se impregnar em cada linha da minha história. Percebi o quanto ele cresceu musicalmente e me apaixonei por cada letra de cada música que ele já tinha escrito. Acompanhei a vida dele da maneira mais natural possível e foi quase como se eu estivesse ali, do ladinho dele, compartilhando cada experiência.


Observei uma vontade louca de mudar nascer bem no meio da minha rotina, fui numa festa na casa de um grupo de gangsters onde todo mundo tinha uma faca, vi umas coisas erradas no mundo, percebi o quão frustrante é não corresponder às expectativas de alguém que você ama, desapaixonei, apaixonei outra vez, me vi descrita em alguns versos e fiquei maravilhada com a beleza da arte, mesmo nos momentos de maior sofrimento.

Quando eu olho pro Jake e pros amigos de banda dele, sinto como se estivesse passando o tempo com uns amigos. Talvez seja porque eles são muito simpáticos (e muito zoeiros, mesmo que de um jeito sutil) ou talvez eu seja só mais uma fã louca que acha que consegue enxergar o ídolo mais do que todo mundo.

No final do ano passado, a Queremos! anunciou que ia trazer o Jake pra fazer três shows no Brasil. Pra mim, ir nesse show era tão possível quanto escalar o Monte Everest de biquíni. Sorte minha (e do resto da humanidade) que Shonda Rhimes existe pra escrever livros inspiradores como O Ano Em Que Disse Sim, que fazem a gente refletir sobre a nossa vida e começar a correr atrás dos nossos sonhos.


Quando paro pra pensar nisso, percebo que parte mais difícil foi destruir a barreira que eu criei dentro da minha mente, que me dizia o tempo todo que ir nesse show era impossível. Foi muito simples comprar o ingresso e ir. Deixo aqui meus agradecimentos à Stephanie que topou encarar essa e dividiu o quarto dela comigo mais uma vez (sigam a Teeh no Twitter e visitem o blog dela, ela é muito legal). 

Quando saí do show, finalmente percebi porque essa geração da internet vive nos dizendo pra gastar dinheiro com experiências, não com coisas. Não tenho palavras pra descrever o que eu senti durante o show, nem a emoção de ver ele tocando ao vivo. Agora sou testemunha de que os sonhos podem ser vividos e que é possível colocar amor nas coisas que a gente faz. Senti esse amor em cada nota, a intensidade de alguém que faz aquilo que ama. Foi uma das coisas mais incríveis que já vivi.

Pra quem quer saber da música, só posso dizer que o Jake é tudo aquilo o que tem no CD e um pouco mais. Ele consegue reproduzir as músicas perfeitamente só com um microfone e com um violão. A banda dele é igualmente talentosa. O diferencial é a emoção do momento. Garanto que nunca mais vou ouvir os CDs do Jake da mesma forma.


Eu não tive ânimo pra correr atrás dele e da equipe, descobrir em qual hotel estavam, esperá-lo no aeroporto nem nada disso, mas continuo sonhando com o dia em que vou sentar num canto qualquer e bater um longo papo sobre qualquer coisa enquanto a gente toma uma breja: eu, Jake, Tom, Jack e Mike. Até ontem, ir nesse show parecia um sonho tão distante quanto esse, então por que não sonhar mais?

Tenho orgulho de dizer que todas as fotos maravilhosas desse post foram tiradas por mim e que eu estava chorando horrores quando gravei esse vídeo dele sorrindo.

Come back soon, Jake. You'll be aways welcome. 

And, please, let us know if you liked catuaba.

Um comentário:

  1. Eu nunca escutei uma música do Jake, mas fiquei emocionada com a ligação que você sentiu com as músicas dele, e por ter ido ao show. Também estou nessa fase de procurar experiências e não coisas, é difícil sair de casa por causa da depressão, mas é uma felicidade imensa conseguir fazer o que estava planejado.
    Ainda bem que você conseguiu vê-lo ao vivo <3.

    Com amor,
    Bruna Morgan

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