Crise de existência número 1

29/11/2016

São duas da manhã e eu deveria estar dormindo. No entanto, estou escrevendo pra afastar as dúvidas.

Essa semana eu quase desisti do blog.

Nem sei explicar como isso aconteceu, só sei que olhei e ele já não me agradava mais. Não gostei dos posts, nem da aparência, nem do nome, nem de nada. Só queria excluir e começar do zero. Até postei uma mensagem lá no Se Organizar, Todo Mundo Bloga pedindo conselhos.

O olho do furacão dessa crise foi: quero um blog pessoal. Eu criei esse blog pra ser um espaço onde eu pudesse chorar as mágoas sem me preocupar no que os outros iam pensar, pra guardar memórias e pra treinar minhas habilidades com críticas alheias. No meio dessa semana, a Gabi postou um desabafo no Liga Blogesfera sobre os blogs estarem extremamente parecidos, nada inovador. Olhei pro meu blog e vi que ele era um alvo perfeito pra essa crítica. Eu já não estava postando o que eu queria, o que vinha de dentro de mim, eu estava lutando pra me adequar.

E eu entendo perfeitamente o porquê disso. Eu sempre imaginei o quão legal seria ter retorno e engajamento na internet. Não pra ganhar coisas de marcas, ficar famosa, ir nos eventos, blogueira de moda, etc, mas pra conversar mesmo, fazer amigos. Veja bem, hoje eu publiquei uma enquete importantíssima no Twitter e só uma pessoa respondeu.


Tá, a enquete não é tão importante assim, mas eu queria muito, muito mesmo, que as pessoas respondessem e conversassem comigo sobre isso.

Conversei com a minha psicóloga sobre isso há um tempo atrás. Meu problema é justamente o fato de eu não saber escolher. Eu não posso ter dezenas de comentários e retorno se eu fico postando sobre devaneios aleatórios que ninguém quer saber (vide a enquete do Yu-Gi-Oh!), e também não posso fazer um blog com review de maquiagem e look do dia e esperar que as pessoas enxerguem minha essência nele. Sim, eu sei que tem milhares de blogueiras na internet que são capazes de fazer isso, mas eu não sou.

Não posso ter um blog com uma coluna só e com uma sidebar, não posso ter os sistemas de comentários do blogger, disqus e do facebook ao mesmo tempo (ou até posso, mas não posso esperar que as pessoas não fiquem confusas com essa bagunça toda), não posso ter um blog colorido em escala de cinza. Em algum momento, eu tenho que escolher uma das opções e - o mais assustador - abrir mão dos benefícios da outra.

É simples, mas eu juro que é complicado.

Enquanto isso vamos ficando por aqui.

Ah, no meio dessa crise toda, eu criei um e-mail pro blog. É natalapses@gmail.com. Me mandem coisas se vocês quiserem.

10 comentários:

  1. Olarrrrr, olha eu aqui novamente ressurgindo das cinzas, pois eu tinha dado um tempo nos blog tudo, mas estava com saudade do seu e vim ler tudinho. Olha esse negócio de ansiedade e de não saber o que escolher e tudo o mais que você descreveu no post, eu super me identifico porque bem, sou muito assim. Te falar que se essa crise de existência foi número 1, bem-vinda ao clube miga, me abraça e vamos partilhar experiências.

    :'/

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    1. Ansiedade é o mal da nossa geração :(

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  2. Olá, tudo bem?
    Crises existenciais são foda, mas todo mundo já passou por uma, inclusive a pessoa que vos fala. Antes eu falava sobre livros no meu blog e muitas outras coisas. Até ficar de saco cheio de tudo que eu postava e já não me identificava mais. Daí resolvi voltar as minhas origens. Escrever sobre meu dia a dia, as séries q curto, histórias e tal. Hoje tenho algumas pessoas que me acompanham e que de alguma maneira se identificam com as abobrinhas que escrevo. Não me preocupo muito com o status que o blog tem, é um lugar de refúgio pra quando estou na bad precisando desabafar. Sei que lá ninguém vai me jugar e ainda corro o risco de sair com o peito mais leve. Acho que você deveria pensar no que você quer transmitir para seus seguidores, mas seja apenas você. Um abraço.

    https://julietincrisis.blogspot.com.br/

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    1. Acho que eu estou procurando algo exatamente assim, um refúgio pra quando bater a bad. Acho que seria bacana ter status porque é como se você tivesse vários amigos e várias pessoas que se importam, mas, querendo ou não, isso acaba deixando o blog menos pessoal (quanto mais gente ler maior o medo de se expor e tals)

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  3. Espero que essa crise seja apenas número 1, passageira, e não tenha a número 2.
    Eu já tive um blog que tinha muitos inscritos, umas 500 curtidas na fanpage dele e acabei abandonando e começando outro do zero.
    As vezes é bom mudarmos, mas hoje eu teria continuado com o mesmo blog, sem a fanpage, mas mudado algumas coisas nele, deixando mais pessoal e pensando menos em ter "algo em troca", como pensava antes.
    E eu não saberia responder essa esquete, pois não sei do que se trata. Hahahaha
    Beijos, Aline
    Verso Aleatório

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    1. É, acho que a mudança é necessária.
      :)

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  4. Ei, ei, não só te segui no Twitter como respondi a enquete! <3
    Eu te entendo perfeitamente porque já faz um tempo que não me identifico com meu blog também, mas entre todas as dúvidas que tive, decidir mudar o nome dele ano que vem (você é a segunda pessoa pra quem conto isso!!!), porque escrever me faz bem e eu acho importante conseguir me manter em um mesmo arquivo do blogger, fico com a sensação de que estou conseguindo lidar com meus próprios demônios, sabe?
    Hoje mesmo tava conversando com uma amiga sobre esse erro de ficar se comparando com outras meninas da internet e descobri inclusive que ela se comparava com a mesma menina que eu! E olha, não fica olhando o que fulana tá fazendo no blog dela, como ela tá ganhando fama e etc, porque elas até podem ser ótimas pessoas dentro da internet, mas nós também somos tão importantes quanto fora dela, e isso é incrível, mesmo que a nossa geração não perceba, a vida é muito mais do que o que a internet diz sobre você!
    Espero que fique tudo bem e não se esqueça de ser você mesma, é um ato bonito e corajoso! Se quiser, sabe onde me encontrar (aka e-mail) e se quiser, pode falar comigo por lá mesmo que eu não tenha mandado nenhuma newsletter.
    Abracinhos <3

    Novembro Inconstante

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    1. SIM! Um dos principais motivos de eu ter começado o blog é ter esse arquivo todo juntinho com alguns registros dos meus pensamentos e das minhas neuras.
      Estamos sempre no e-mail kkk
      Beijão (e já estou curiosa pra saber o novo nome do blog)

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  5. Oi, Natália
    Tudo bem?
    Não conhecia o seu blog, descobri pelo Se organizar, todo mundo bloga.
    Primeiramente, preciso dizer que adorei o seu jeito de escrever e a forma como se expressa. Parece que está conversando com quem está te lendo :)
    Sobre o assunto do post, acho que é completamente normal a gente ficar meio sem se identificar com nossos blogs em alguns momentos. Principalmente se os encararmos como nossas extensões. Veja bem, se estamos mudando, nossos blogs também mudam. Acontece que muitas vezes a gente não percebe isso, que o blog pode nos acompanhar.
    Acho que todos nós da blogosfera já passamos por essa crise de querer que nossos blogs cresçam, tenham visibilidade. É normal, não há nada de errado nisso. Só que, muitas vezes, para conseguir isso, acabamos por não transparecer toda a nossa essência e, sei lá, a coisa toda perde a graça, né?
    Hoje, como você, decidi que quero manter um blog pessoal. Escrevo para mim, porque me faz bem. Escrevo sobre o que der vontade, sobre as coisas de que gosto ou pensamentos aleatórios que surgem. E gosto de conhecer blogs assim, pois nos permitem conhecer pessoas, fazer amigos.
    No fim das contas, precisamos nos sentir bem com nós mesmas, né? Então, nossos blogs também precisam nos fazer bem, nos fazer sorrir. Se não gostamos de como as coisas estão, a gente muda um pouco e tá tudo bem :)
    Não desista do seu blog, viu?
    Beijos,
    ~Michas

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    1. Concordo com você. Não criei o blog pra ele crescer ou ficar comercial, e mesmo que eu tenha vontade de ter mais gente lendo o que eu escrevo, fazer um conteúdo comercial faz eu me sentir meio vazia, como se o blog tivesse perdido o propósito.
      Eu também prefiro ler blogs pessoais, acho que é bacana ver alguns trechos da vida das pessoas, eu me sinto mais próxima delas.
      Beijos

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